por Gisela Campiglia

Ser responsável é imprescindível, nosso comprometimento sincero com nossos objetivos viabiliza realizações, porém a competitividade no mundo de hoje nos motiva a exercer uma autocobrança excessiva.

Buscamos ser sempre produtivos, estar de bom humor, bem apresentados, cultivando boas relações, vivemos perseguindo a perfeição, mas isso não pode acontecer a qualquer preço.

Diferente daquilo que as pessoas mostram nas redes sociais, temos nossos altos e baixos, nos deparamos com pessoas, situações e dias difíceis; é natural ficarmos aborrecidos, menos produtivos, ou até mesmo, meio perdidos de vez em quando. O autorrespeito inclui considerarmos esses momentos, apesar de desagradáveis. Cobrar-nos a seguir a rotina diária quando estamos debilitados emocional ou fisicamente é como empurrar o lixo para baixo do tapete, apesar de ter sido ignorado o lixo está lá, e com o tempo o cheiro ruim vai aparecer.

Acolher nossas dores é muito importante, nos dando permissão para viver a tristeza, a fragilidade, o isolamento e a autocura. O propósito é abrir um espaço para digerir os problemas que a vida apresenta e poder transformá-los. É preciso coragem para momentaneamente dizer não aos compromissos e pessoas que nos cobram atenção. Parar tudo, e fazer uma introspecção nessas situações é um sinal de autorrespeito.

O caos precisa ser vivenciado, não adianta fugir! Assim, é possível liberar o sentimento de angústia, esvair sua energia e retomar a um estado emocional mais saudável, para elaborar os fatos e compreender as situações. Dessa forma é possível utilizar o aborrecimento para nosso aprendizado de vida, identificando qual é a nossa parcela de culpa no surgimento do problema, assim como a parte que não nos compete. Através desta análise é possível encontramos uma solução eficaz para a situação conflitante, assim, evitamos uma nova ocorrência do mesmo problema. 

O ser humano não funciona como um robô, e mesmo as máquinas ocasionalmente precisam de uma pausa para a realizar uma manutenção, caso contrário acabam ficando inutilizadas. Respeite-se, se dando o direito de sentir cansaço, confusão mental ou emocional. Tenha consigo a mesma paciência e carinho que se tem com um filho pequeno.
Não queira emagrecer todos os quilos extras que você adquiriu em um ano, apenas nos quatro meses que antecedem o verão. Não inicie um relacionamento amoroso com alguém não compatível, só para não ficar sozinho(a). Não aceite mais trabalho, quando você está com dificuldade em realizar os compromissos já assumiu. A sobrecarga pode ser levada com dificuldade por certo período, mas com o tempo nossa estrutura se rompe trazendo prejuízos.

Valorize e respeite suas vitórias, mas não deixe de fazer o mesmo com seus conflitos e dores. Pare, vivencie, elabore e aprenda com os problemas. Saiba dizer não, todas as vezes que você não estiver em condições de atuar no seu melhor, pratique o auto respeito.

Autorrespeito é condição indispensável para que você seja respeitado!

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