Por Gisela Campiglia

A obsessão espiritual pode ser um entrave no caminho das nossas realizações de vida. Também chamada de encosto, devido sua proximidade com a “vítima”, a obsessão espiritual precisa ser compreendida para que possa ser erradicada.

Obsessão é o comportamento de importunar e perseguir outra pessoa, através de sentimento, ideia ou conduta de forma insistente. As obsessões acontecem de acordo com às leis naturais que regem o universo. A lei da atração nos diz que semelhante atrai semelhante. Jesus Cristo, o grande mestre do amor e da sabedoria, nos deixou o ensinamento: “- Me dizes com quem tu andas, que eu te direi quem és.” Essa conexão também é válida entre os encarnados, a ligação entre as pessoas pode ser elevada ou degradante, tudo depende do nosso ponto de atração vibracional. Dessa forma, nos ligamos a pessoas e espíritos negativos, assim como, também podemos nos ligar a pessoas e espíritos de alto nível moral.

Na realidade a “culpa” da obsessão não é somente do obsessor. A afinidade de vibração magnética referente à sintonia de pensamentos, sentimentos e ações das partes envolvidas, é a responsável pela conexão entre obsessores e obsedados.

Para evitar a ligações indesejadas com espíritos ainda ignorantes, os quais se alegram em prejudicar ao próximo, precisamos atuar com humildade e coragem para assumir que existem áreas limitantes em nosso comportamento que propiciam esse elo. A desobsessão começa com a conscientização, e acaba com a mudança de comportamento, acontece de dentro para fora!

A nossa realidade externa é um reflexo da nossa energia interna, vigiando pensamentos, sentimentos e ações, podemos criar ligações saudáveis com pessoas físicas ou extrafísicas.

Os sentimentos que impedem a conexão com anjos, espíritos de luz, e divindades, são chamados sentimentos densos: raiva, revolta, culpa, medo, agressividade, vingança, depressão. Vícios de comportamento também são portas de entrada para os obsessores: julgamento, fofoca, crítica, uso de palavras de baixo calão, preguiça, reclamação. Assim como os vícios físicos: uso de drogas, bebida alcoólica em excesso, alimentação em excesso (gula).

A maior parte das obsessões ocorre através de espíritos que não conseguem abandonar os hábitos da matéria, por exemplo: comer carne, beber álcool, fumar cigarro, etc. Esses espíritos não são exatamente do mal, apenas se aproximam de pessoas que tem os mesmos hábitos que eles tinham quando estavam encarnados.

É curioso constatar que pessoas encarnadas também podem ser obsessores de outras pessoas aqui no plano material. Aquele “amigo” que o incita a vingar-se quando alguma injustiça lhe ocorre, está agindo como um obsessor.

Pessoas encarnadas também influenciam negativamente espíritos, por exemplo: Quando uma viúva descobre no velório que seu marido escondia a existência de uma amante, ela envia os piores sentimentos e emoções em direção ao marido desencarnado.

A forma com que usufruímos do nosso mundo, nos torna obsessores do planeta terra, poluindo, desmatando e desequilibrando o ecossistema.

No entanto, a pior forma de obsessão é a auto obsessão. Quando nos colocamos para baixo, julgando a nós mesmos como azarados, incapazes, alimentando o medo, a culpa e o comodismo em nossa vida, nos tornamos nosso próprio inimigo.

Trabalhe o autoconhecimento, conheça a dinâmica de funcionamento de suas crenças e comportamentos, caso haja brechas, mude, evitando a sua conexão com espíritos e pessoas inconvenientes.

Deixe uma resposta