Hórus, deus do firmamento

A vela de Hórus, que deverá ser acesa no Ritual Egípcio, faz referência a um dos deuses mais importantes da mitologia egípcia. Sua imagem está associada ao firmamento, representando o poder, a luz e a realeza. Seus pais eram Ísis, deusa do amor e Osíris, deus da vida no além e vegetação.

Hórus é conhecido como um falcão ou com cabeça de falcão. Aparecia com uma coroa dupla para reafirmar seu domínio sobre todo o Egito.

Após lutar contra seu tio Seth e vencer, se tornou o rei do Egito. Durante esta luta, perdeu um de seus olhos, tornando-se, assim, um dos símbolos mais importantes. É tido como um sinal de proteção e ficou responsável por proteger os faraós, pois conseguia enxergar os perigos que os outros não viam.

O olho foi restaurado por Toth e tornou-se emblema do restabelecimento da ordem do caos, associando-o, assim, à idéia de Maat, deusa da verdade.

Seus olhos eram representados como sol, associado ao seu deus Rá e a lua, associado ao seu deus Toth.  O mito se relaciona com as fases da lua, momento em que o satélite natural parece ter sido arrancado do céu antes de terminar o processo de restauração.

A lenda diz que Hórus deu de presente seu olho para Osíris, para governar melhor o mundo dos mortos, depois Osíris comeu o olho e recuperou a vida, tornando-se símbolo da vida e da ressureição. O amuleto também foi usado como forma de medição, para medir os ingredientes em medicamentos e pigmentos. O símbolo foi dividido em seis partes, cada parte ligada a um dos seis sentidos.

“Oração à Hórus”

“Hórus, princípio luz,
reluzentes olhos de falcão,
barco de raios, rio rumo ao sol,
solitário falcão chorando
a morte do pai
mandai aos Nilos de mim
dádivas de Osíris,
faz portal intergaláctico
minha esfinge coração:
nação sem rei, eclíptico vulcão
mumificado.

Hórus, princípio sol,
centro da via láctea,
universo cerebral,
solar, atômico-cerebral
onde jaz atônito
o meu pensar mortal
e eu, com meus olhos de falcão,
já posso ver a solidão me envenenar
como um dia envenenou
o voar falcão de Hórus.”

 

-Bethânia Caetano

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